segunda-feira, 5 de maio de 2014

Nosso Recôndito de autenticidade e singeleza

Este é o meu recôndito
É onde eu dispo minha alma em versos, prosas, canções, poesias
Bobagens para mim olhar depois e rir
Bobagens que para os críticos para nada servem
Para os poetas de verdade é a minha vergonha
Para os simples deve haver alguma beleza
Ou mesmo alguma graciosidade
Este é meu recôndito
Chamo isto de meu lar
Deito-me no sofá
Descanso meus pés e corpo
Reflito sobre estar jogada no móvel da sala
Reflito e escrevo sobre isso, sobre o que me der vontade
Sobre o amor
Ah deste eu amo falar
Sobre Deus
Ah é redundante! É repetitivo
É pobreza vocabular
Deus é o próprio AMOR!
Este é o meu recôndito
Aberto 24 horas para quem quiser se achegar
Recebo os curiosos
Recebo a todos
Mesmo quando durmo
As portas estão abertas
E não me taxem de ingênua e descuidada por tamanha exposição
Não faço dessa casa minha privacidade
Compartilho dos seus cômodos
Compartilho dos detalhes decorativos que eu mesma fiz
Deixo a mostra o meu eu romântico
Fecho os olhos, os ouvidos para as críticas infundadas
Falo com os dedos no teclado, com a interface da tecnologia digital
Falo com o coração aberto
Ouço só o que me vem de quem vem de bom grado
ao meu recôndito
livre de preconceitos
ajudar a decorar esta casa
ajudar a ocupá-la de mais sorrisos nos porta-retratos espalhados por ela
retratos de felicidade, os quais retratam a arte de sermos felizes na simplicidade de ser quem somos,
de sermos AUTÊNTICOS!

Ane Alencar.

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