quinta-feira, 4 de junho de 2015

Ninguém é esperto demais

Será tolice acreditar?
Acreditar demais em alguém?
Acreditar em suas palavras?
Acreditar na sua suposta "sensibilidade"?
Acreditar que é maduro o suficiente?
Acreditar que não é um mero joguinho?
Acreditar de novo depois de uma bola fora
Que ele continuará marcando gol?
Acreditar que ele chegou até aqui e pisou na bola
Mas, que não repetirá?
Ninguém é esperto demais na matéria do amor
Nunca se sabe ao certo da sinceridade ou ausência dela
Nunca se sabe nada mesmo depois de uma vida
Acreditando, aprendendo, superando falhas, inovando táticas, evitando repetições
Cada caso um caso
Cada história uma história
Cada ser uma exclusividade 
Ninguém é esperto demais
Nem o enganado, por se deixar enganar
Mesmo prevenido!
Nem o usurpador
Nem mesmo este
Uma hora a máscara cai
Fecham-se as cortinas do espetáculo
Perde-se o encanto
Volta-se à realidade das coisas
À sua nuance, à sua nudez
E se isso for um engano?
Volto a crer...
Afinal, como costumo pensar: O amor nunca será o culpado pelo que fazem em seu nome!




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